Para fechar com chave de ouro, o evento ainda recebe um show especialíssimo do Emicida, recheado de faixas novas, e apresentações dos produtores K Salaam and BeatNick e Zegon.
Durante o evento, que acontecerá na Bienal, ainda rolam painéis, exposições e exibições de filmes como o Scenes from the Suburbs, feito pelo Spike Jonze em parceria com o Arcade Fire.
Para saber mais sobre a programação e garantir a sua entrada no evento, que é gratuito, é só acessar o site do projeto.
Que fique claro: este post não é movido por presunção. Não quero fazer tipo. Não sei o porquê das escolhas difíceis, aqui e ali, de bandas para inventar de gostar. Se sentisse orgulho por elas, beleza. Não é o caso: "alienação" seria a resposta valendo o prêmio de hoje.
"The Forest" é bonita. Gostei demais do vídeo. Não sei explicar o motivo do encanto. Há coisas que simplesmente batem, ponto. Sei que o início e o fim me arrebataram; o vocoder no meio, um breve pecadilho, nem tanto. O arranhão no disco, reconhecimento da repetição obsessiva do acorde na guitarra, me fez sorrir.
Paro aqui. Não quero dançar sobre a arquitetura, nem oficializar "The Forest" como trilha sonora para viagens idílicas de trem pela Europa ou alguma bobagem parecida. Aqui vão alguns fatos básicos sobre o The Rollercoaster Project:
A) Trata-se de um cara só, inglês, que toca piano, guitarra, bateria e mais. Seu nome é Johnny White;
B) Seu segundo disco, Revenge, foi lançado pelo conhecido selo Absolutely Kosher. Ainda assim, é impossível encontrá-los (o disco e o cara);
C) De todos os projetos de montanhas-russas que conheço, este é o meu segundo favorito (eis o primeiro, e obrigado pela pergunta).
Chillwave. Você ouviu falar. Pop eletrônico de quarto, melodias doces, clima de verão, nostalgia, romantismo. Data de nascença: 2009. O Washed Out e o Neon Indian disputam o título de representantes mais célebres deste rótulo que não escolheram para si. Foi invenção de blogueiro, duh. O Hipster Runoffalega paternidade, uma cena rara de se ver.
No caso do Washed Out, projeto-solo de Ernest Greene, só saiu agora o primeiro álbum completo, Within and Without, dentro e sem, com jeito de dentro e fora, como sugere a foto da capa.
O som mudou pouca coisa em relação ao espetacular EP de estreia, Life of Leisure, um dos raros discos em que todas as músicas são boas (e que o Dominódromo arranhou de tanto tocar em discotecagens). No fundo, no fundo, há nada de excepcional nestas faixas, que chegam a ser bobas; a falta de variação nas melodias vocais é gritante, por exemplo. Mas este é um disco que acalenta. Algo nos sintetizadores, na sobreposição macia dos elementos, na paciência em não perder o passo com guinadas bruscas. Ao invés de narrativa, Within and Without evoca clima. Seu pop não salta; esparrama-se.
Quando tenta desvencilhar-se da receita certeira do passado - ainda muito eficaz, conforme "Eyes Be Closed", a nova "Feel It All Around" -, Within and Without ganha corpo. Seu segmento posterior, com "Soft", "Before" e "A Dedication", amplia o repertório do senhor Greene e mostra menos dependência dos samples.
Graças a ele, o segmento posterior, há profundidade na repetição do álbum e um vislumbre de sobrevida a ele, Ernest Greene, após o término do hypepitchforkiano, esta pujança que logo revela-se uma maldição digna do Egito bíblico.
A felicidade que Within and Without traz consigo é ingênua; decorre da satisfação completa de pequenas expectativas, de existência descomplicada. Ingênua, ôpa, mas também cabal a valer. Não a menospreze por sua modéstia.
A cada composição, o Mahjongg gerencia o caos de um pedido do delivery para toda a sala de conferência da ONU.
O som do coletivo de Chicago, cuja formação flutua entre quarteto e dezena, é inspirado por um monte de ritmos mundiais. As escalas vão de África a Jamaica. Ainda assim, nada soa como um mero fac-símile anacrônico: cada estética do passado é uma provocação para experimentos que apontam ao futuro, mas não abrem mão da sabedoria ancestral do sacolejo.
"Whoop", e o conjunto da obra do Mahjongg, demonstram como é possível ser influenciado e original, a um só tempo. Para o bando, partir de, ao invés de imitar, é o verdadeiro sinal de respeito pelo dub, o afrobeat, o funk, o krautrock...
Mais uma promo cremosa no Dominódromo! Na próxima terça 21/06 rola mais uma edição do Puma Social, com showzinhos mara do Yuck e Transmission, e dicotecagem do Dominódromo.
Além disso, como é de costume na série de festas do projeto, rolam muitos jogos, diversão, gente bacana e drinks deliciosos.
A gente tem aqui na mão um par de ingressos para os nossos leitores curtirem essa noitada com a gente. Para concorrer ao prêmio, é só dar um like na nossa página no Facebook, e deixar um comentário dizendo qual é o seu esporte da madrugada preferido.
A gente anuncia o ganhador na segunda-feira 20/06, às 18h.